Fique atento, existe um mal típico da vida moderna que se
manifesta mascarado por meio de muitos sintomas, especialmente por dores
inexplicáveis.

O estresse tem sido apontado por médicos e cientistas
como um grande desencadeador de males do corpo e da alma. Segundo a
Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente, ele atinge cerca de 90%
da população mundial. Estudos da própria OMS apontam que de 75% a 90%
das primeiras visitas aos consultórios médicos são relacionadas ao
estresse. A fisioterapia, também conhecida como medicina física, é a
ciência que atua na reabilitação de pacientes que sofrem com as
disfunções provocadas por doenças de toda natureza, inclusive aquelas
provocadas pelos mais diversos fatores ligados ao estresse. Não é
exagero dizer que o sucesso de muitos tratamentos médicos depende da
fisioterapia, que vem se aprimorando ao longo do tempo. Novas técnicas,
que trabalham não apenas o corpo, mas também a mente chegaram ao Brasil
nos últimos anos trazidas pelo fisioterapeuta Afonso Salgado, que acaba
de lançar o livro Saúde integral - fisioterapia corpo e mente.
O “stress”, ou estresse, muitas vezes se manifesta
mascarado em um somatório de sintomas físicos que podem exigir exames
clínicos complexos.
Caso nada seja detectado de anormal e os sintomas
persistem, mesmo após o diagnóstico de que nenhum quadro de enfermidade
orgânica os está causando, o estado emocional de estresse tende a
desenvolver problemas sérios que podem tornar-se crônicos.
Sobre esta situação, convém saber que são muitos os
problemas de saúde desenvolvidos pelo estado de estresse.
As pessoas
podem apresentar sintomas relacionados ao estresse de forma
diferenciada, pois a vulnerabilidade psicológica varia, de acordo com a
estrutura psíquica de cada indivíduo.
Jack Barchas,
neuroquímico da Universidade de Stanford, explica que “há um
constante entrelaçamento dos sintomas de estresse. É como se fosse uma
sinfonia de diferentes instrumentos musicais, tocando, porém a mesma
música”.
O papel do
estresse em doenças clínicas, muitas vezes, não é claro. Certos
sintomas, da dor de cabeça às palpitações, podem ser relacionados ao
estresse, a uma doença física ou, freqüentemente a uma combinação de
ambos. Da mesma forma, algumas vezes, um sintoma que surge num momento
de grande estresse, como uma dor abdominal, pode eventualmente progredir
para uma úlcera ou uma colite.
Estudos
científicos indicam que as pessoas adoecem com mais freqüência quando
estão estressadas. No caso de uma crise familiar, separação, perda de
emprego, dificuldades econômicas, insucesso nos negócios, por exemplo,
baixa as defesas orgânicas de imunidade, o que permite mais facilmente
contrair doenças.
Se os
sintomas persistirem por períodos prolongados ou freqüentes, o estresse
tenderá a se tornar crônico, cobrando um alto preço do organismo por
essa adaptação biológica natural, podendo levar à pressão alta, derrame,
infarto, enxaqueca, insônia e depressão, alguns dos problemas mais
comuns.
Os sintomas,
quando não tiverem nenhuma causa orgânica diagnosticada por exames
médicos, devem ser entendidos como sinais de alerta para que a pessoa
concentre sua energia para restabelecer o equilíbrio entre a mente e o
corpo.
Dessa forma,
é fundamental entender e estar consciente quanto aos sintomas de males
que podem ter origem no estresse. Uma atitude saudável e preventiva para
viver bem na sociedade complexa e competitiva do mundo moderno, tão
pródiga em gerar situações estressantes.
Entre
os Principais Sintomas do Estresse, destacam-se:

Sinais de
cansaço
Nó na
garganta
Tristeza
Prostração
Bruxismo
(ranger os dentes)
Dor na coluna
Diarréia
Dor de cabeça
Grande
agitação
Aflição
Pânico
Sentimento de
medo e agressividade constantes
Constantes
crises de tensão e angústia
Afastamento
de suas atividades de trabalho
Incapacidade
de domínio sobre as emoções
Impotência na
resolução de problemas
Alteração do
desempenho de suas funções normais
Fixação num
determinado problema de trabalho
Diminuição da
produtividade e eficiência
Perda de
memória
Sudorese
intensa (suor, transpiração intensa)
Queixas
freqüentes
Manchas roxas
Perturbação
Fala
desordenada
Aceleração do
batimento cardíaco
Irritação
Isolamento
Hipertensão
Mau humor
Úlcera
Melancolia
Angústia

A fisioterapia e a cura dos
males que têm origem no estresse
Quando estamos muito tensos, estamos a meio caminho do
estresse. Buscar desenvolver uma atividade que dê prazer ajudará a
extravasar os sentimentos, as emoções, para que não atinjam os músculos,
causando contraturas, tensões e dor.
A prática de esportes, além de ser muito importante para
a saúde em geral, é essencial para aliviar esses alertas do estresse
causado pelo dia-a-dia agitado.
Mas é com a fisioterapia, cognominada de medicina física,
por meio das diversas técnicas fisioterapêuticas utilizadas em
consultórios, clinicas e hospitais que os sintomas orgânicos provocados
pelo estresse têm encontrado o necessário alívio, especialmente no caso
de dores constantes sem causas patológicas, principalmente a dor nas
costas.
São muitas as aplicações da fisioterapia. Nos músculos
que se encontram em tensão, com nódulos e contraturas, ocasionando assim
a dor. Por meio de exercícios de correção postural, pois mesmo que a
origem da dor seja do estresse e não de alterações posturais, o paciente
tenderá a adotar uma posição antálgica, ou seja, uma posição que o deixe
mais confortável em relação à dor, mas que poderá causar desvios
posturais futuros. Nesse caso, trata-se de ação preventiva.
Entre as técnicas de eletroterapia, o “Tens” é utilizado
com fins analgésicos profundos, estimulando de forma essencial os
opióides endógenos, que são substâncias inibidoras da dor produzidas no
cérebro, como as endorfinas e as encefalinas (tipos de opióides
endógenos).
Complementarmente, muitas vezes os sintomas podem ser
debelados com técnicas de massagem e terapias manuais em geral, que
propiciam o alívio da dor e das tensões musculares. A massagem,
sabidamente relaxante, quando associada com métodos de tração da coluna
vertebral e alongamentos passivos, proporcionará um intenso e prazeroso
relaxamento da musculatura, aliviando instantaneamente a dor.
Cabe ressaltar que embora seja reconhecido que recorrer à
fisioterapia é uma decisão que tem propiciado o alívio e a superação dos
sintomas e males decorrentes do estresse, é importante considerar que em
muitos casos de dores e outros sintomas é necessário contar com a
certeza de um criterioso diagnóstico médico.
Dra.
Juliana Fin Gonzalez
FISIOTERAPEUTA – 5323 TLL/F
Dra.
Erica Macedo
FISIOTERAPEUTA – 5316 LTT/F
contato@fisiopediatria.com
(51)
9332.4009
Fontes:
Administre o Stress
Dr.
Donald H. Weiss
Saúde Integral - Fisioterapia Corpo e Mente
Dr. Afonso Salgado
Relaxe Simplesmente
Dra.
Sarah Brewer
In situ hybridization in neurobiology: advances in methodology
Jack Barchas MD e outros
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