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Entenda o que é a medicina da atividade física para a conquista e a manutenção da saúde dos idosos.
O QUE É O IDOSO
Compreende-se por individuo idoso pessoas com mais de 60 anos, que já passou pelo processo fisiológico de crescimento e de desenvolvimento, teve seu início ao nascer e que somente findará com a morte, levando o organismo a sofrer alterações biológicas, psicológicas e sociais, advindas de diversos fatores: genético, estilo de vida, doenças crônicas, desequilíbrio gradual, que podem interagir com outras causas (SHEPARD, 2001).
Proporcionar aos indivíduos idosos autonomia nas suas AVDs, saúde e qualidade de vida são os propósitos determinados por qualquer que seja o programa de atividade física. Logo, o aumento da resistência muscular, está intimamente envolvido na melhora de funções neuromusculares, mantendo e otimizando a mobilidade e as AVDs (ADAMS e col., 2000), obtendo assim uma melhora na saúde, no bem-estar e, conseqüentemente, na qualidade de vida, ou seja, garantindo um estilo de vida ativo.
Segundo o ACSM (1998), participar de um programa efetivo de atividade física aumenta e melhora a capacidade funcional, a função cognitiva, alivia os sintomas de depressão como também estimula a auto−imagem e a auto−eficiência. Perder a independência e a autonomia nas atividades da vida diária (AVDs) tem como forte conseqüência uma motricidade desequilibrada e precária, provocando, no idoso, um desajuste psicossocial, gerando não só doenças relativas à motricidade, mas também psicológicas (BUCHNER, D. M., 1997). A manutenção da independência e autonomia funcional nas diversas atividades da vida diária (AVDs) proporciona ao senescente motricidade equilibrada e ajustamento psicossocial na manifestação da ergomotricidade, sem a qual estaria sujeito a doenças e desconfortos, limitando, assim, sua auto-imagem, saúde e, conseqüentemente, a qualidade de vida.
O ENVELHECIMENTO E A PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA
As vantagens da prática de exercícios para idosos dependem de como se processa o envelhecimento e da rotina de exercício físico praticada. Sabe-se que os benefícios à saúde ocorrem mesmo quando a prática de atividade física é iniciada em uma fase tardia de vida, por sujeitos sedentários, sendo benéfica inclusive para portadores de doenças crônicas (ELIOT; LONG; BOONE, 1992), prevenindo principalmente as doenças associadas ao sedentarismo, como coronariopatias, diabetes, hipertensão arterial, hipercolesterolemia, acidente vascular cerebral, osteoporose, osteoartrite, e câncer de próstata, mama e cólon intestinal. Do efeito dos exercícios na prevenção e recuperação das perdas motoras decorrentes do processo de envelhecimento, conhece-se bem a relação entre treinos específicos e a melhora do órgão ou sistema exercitado, como por exemplo, prática de alongamento muscular e ganho de flexibilidade, ou treino de equilíbrio e melhora no desempenho em testes de equilíbrio (JUDGE; UNDERWOOD; GENNOSA, 1993). Para que os efeitos do treinamento de exercícios permaneçam, praticá-los deve tornar-se parte da rotina diária (MARCUS, 1995; MARCUS; RAKOWSKI; ROSSI, 1992; SHEPARD, 1993a; WILLIAMS; LORD, 1995).
MUDANÇA NO CORPO HUMANO AO ENVELHECER
O processo de envelhecimento evidencia mudanças que acontecem em diferentes níveis: a) antropométrico: caracteriza-se pela diminuição da estatura, com maior rapidez nas mulheres devido à prevalência de osteoporose após a menopausa e o incremento da massa corporal que inicia na meia idade (45-50 anos) e se estabiliza aos 70 anos, quando inicia um declínio até os 80 anos. b) neuromuscular: perda de 10 - 20% na força muscular, diminuição na habilidade para manter força estática, maior índice de fadiga muscular e menor capacidade para hipertrofia, propiciam a deterioração na mobilidade e na capacidade funcional do idoso. c) cardiovascular: diminuição do débito cardíaco, da freqüência cardíaca, do volume sistólico, do VO2 máximo, e aumento da pressão arterial, da concentração de ácido láctico, do débito de O2, resultam numa menor capacidade de adaptação e recuperação ao exercício. d) diminuição da agilidade, da coordenação, do equilíbrio, da flexibilidade, da mobilidade articular e aumento na rigidez de cartilagem, tendões e ligamentos.
Envelhecer bem e atividade física são conceitos fortemente associados, pessoas que já passaram dos 40 anos são incentivados por médicos, fisioterapeutas e educadores físicos à pratica constante e moderada de exercícios físicos Saúde não significa simplesmente a ausência de doenças. O termo saúde engloba aspectos físicos, psíquicos e sociais. Portanto, o indivíduo deve interagir com seu meio plenamente, necessitando para isso de uma capacidade funcional preservada. Entende-se por capacidade funcional a capacidade de realizar as atividades de vida independentemente, incluindo atividades de deslocamento, atividades de autocuidado, sono adequado e participação em atividades ocupacionais e recreativas. O conceito de qualidade de vida envolve a capacidade de realizar as atividades da vida diária sem comprometer o equilíbrio do organismo.
OBJETIVOS DA MEDICINA DA ATIVIDADE FÍSICA POR MEIO DA FISIOTERAPIA GERIÁTRICA
A Fisioterapia Geriátrica tem sido fundamental para a conquista e manutenção da saúde das mulheres e homens da Terceira Idade por meio de exercícios especiais para corrigir e aprimorar a função cardiorrespiratória, fortalecer a musculatura e melhorar o equilíbrio próprio. O atendimento fisioterápico é acrescido de massagens terapêuticas para relaxar depois das atividades e alongamentos para intensificar a flexibilidade. Dessa forma, é promovido o necessário equilíbrio psicossomático do idoso, condição essencial para a saúde integral do ser humano.
Dra. Juliana Fin Gonzalez FISIOTERAPEUTA – 5323 TLL/F Dra. Erica Macedo FISIOTERAPEUTA – 5316 LTT/F (51) 9332.4009
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